A espiritualidade da conexão!

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Por Pe. Maico Malacarne

Jesus se revela na Palavra desse 5º domingo da Páscoa como Videira Verdadeira e nos desafia enfrentar as podas e produzir frutos. Por 7 vezes (número que aponta a totalidade) no Evangelho (Jo 15,1-8) aparece a palavra “permanecer” – que pode também significar demorar-se, habitar, ficar, continuar… A expressão revela a intimidade de Deus com a humanidade. Quando estamos conectados a essa Videira, vivemos a comunicação íntima com Deus e com a humanidade através da seiva do Espírito que nos une.

A era tecnológica e virtual despertou para a permanente conexão. Somos um todo conectado. A humanidade vive sua integralidade e vai descobrindo nas conexões que faz o sentido da vida. Lentamente vamos crescendo nas pontes que construímos entre culturas, fronteiras, raças, ideologias, religiões, sexos… Ao mesmo tempo, como ponto de reação, vemos crescer aspectos de fundamentalismo travestidos em muros que nos separam e buscam cortar os fios que nos conectam. A conexão mantém-se como espiritualidade, horizonte e caminho. Pela fé, estamos conectados a Jesus, o Crucificado-Ressuscitado, que nos provoca a vida de comunidade de irmãos e irmãs que testemunham o seguimento ao Mestre. Estar e ser grupo de jovens é, sem dúvidas, uma forma de experimentarmos uma espiritualidade da conexão.

A primeira leitura (At 9, 26-31) apresenta Saulo (Paulo) no seu processo de conversão para a comunhão-conexão com Deus. Saulo vai se tornando um dos maiores missionários da Igreja primitiva. Sem dúvidas, sua profunda comunhão com Deus que o fez “cair do cavalo”, romper com suas estruturas, mudou a história das primeiras comunidades cristãs e os rumos de toda a Igreja. Saulo fez suas viagens sempre acompanhado de irmãos e irmãs. Optou pela comunidade. Apesar da sua personalidade firme e bastante dura, deixou-se afetar por essa seiva de Deus e permaneceu unido a Ele em todas as situações que precisou enfrentar.

Onde há amor, há Deus e há conexão com Ele

Uma forma concreta de “produzir frutos” quando vivendo a espiritualidade da conexão, são as obras de amor ao próximo, nos garante a segunda leitura (1 Jo 3,18-24). Nesse sentido, o desafio da prática concreta da vida e de novas relações. A carta de João não titubeia: onde há amor, há Deus e há conexão com Ele.

Há uma fonte que nos mantém nessa espiritualidade da conexão. Não é só vontade e desejo pessoal. A Ruah sagrada vai alimentando nosso cotidiano. Permanecer nessa intimidade é um desafio: unidos ao divino e ao humano – uma via dupla que é, sempre, comunhão. Que esse sopro nos impulsione e nos conecte cada vez mais.

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