EU SOU O PÃO DA VIDA!

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Eu sou o pão da vida.

19º Domingo do Tempo Comum.
1° leitura: 1Rs  19, 4-8
Salmo 33
2° leitura: Ef 5,30-5,2
Evangelho: Jo 6, 41-51

 

Comensalidade. Iniciemos nossa reflexão neste domingo por esta palavra. Comensalidade pode ser definido por companhia à mesa, de quem se alimenta habitualmente na mesma mesa.

 

A comunidade joanina nos conta que Jesus é o pão da vida. E no Evangelho de hoje encontramos esta ideia um pouco mais aprofundada. O próprio Jesus assegura que quem comer deste pão, viverá para sempre; e mais, que Jesus se dá no pão para que o mundo tenha vida.

 

Indo por partes, primeiramente, quem não quer viver para sempre? Quem não quer ser lembrado mesmo na posteridade? Queremos mais que ser lembrados/as, queremos estar relacionados/as à coisas boas. E segundo, a entrega de Jesus tem finalidade, e é para que o mundo tenha vida.

 

Jesus escolhe a imagem do pão para se definir/revelar. Jesus é pão. Na sociedade de Jesus o pão estava na base alimentar do povo. Era comida de todo mundo. É como arroz e feijão. Se Jesus é pão, então Ele é alimento, é base de sustentação, ele nutre, dá energia. E sendo Ele pão, é pão da vida e não da morte.

 

Esta tipificação do pão que é Jesus é muito pertinente pois até hoje, tem muita gente que morre pelo que come, envenenado de muitas formas e maneiras.

 

Nos Evangelhos e nas narrações das primeiras comunidades cristãs, a casa tem um lugar especial e a partilha da comida é recorrente. A comensalidade é uma prática, ainda mais que o próprio Jesus nos disse em sua última refeição com os/as discípulos/as: Fazei isso em memória de mim.

 

Mas atrelada à palavra comensalidade, está a palavra ‘companheiro/a’. Por mais que soe muito politizada, de um gueto partidário, se olharmos a raiz da palavra com-pão-nheiro/a, veremos que se trata daquele/a que come pão junto com a gente. Assim somos irmãos/as em Cristo e companheiros/as de caminhada.

 

O pão da vida que se Jesus se referia não se reduz somente à ideia de hóstia consagrada. A Eucaristia é sacramento, e assim sendo é sinal sensível de Deus em nosso meio. Há muito mais como refeição fraterna. Há mais ainda em fome de vida e saciedade de justiça. Receber a Eucaristia e não se comprometer com a vida não fica muito bem.

 

Mas os judeus ao se confrontarem com esta imagem de Jesus, já murmuraram dizendo: “Esse aí não é Jesus o filho de José? Nós conhecemos seu pai e sua mãe.” Assim sendo conhecido na sua comunidade, o que poderia ser uma facilidade, se tornou uma dificuldade para Jesus. Mas mesmo assim Ele não desistiu e nos deixou ensinamentos riquíssimos que devemos passar de geração em geração, como “afastem de vocês toda amargura, ira, cólera, gritaria, difamação e todo tipo de maldade. Sejam bons e misericordiosos uns com os outros.” Estes recados de Paulo à Comunidade de Éfeso são de quem convertido, entendeu muito bem qual deveria ser a prática cristã e agora se coloca no lugar de ajudar na construção do Reino..

 

Por Pedro Caixeta
CEBI GO
Coordenador Nacional da PJ (2006 – 2009)

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