
Todos acabaram pensando em todo o trabalho que é realizar um encontro de tamanha magnitude, o impacto que isto tudo tem no trabalho pastoral da PJ e em toda a Igreja do Brasil. A experiência vivida por cada delegado durante os dias deste encontro com certeza vai mudar a vida de cada um. A vivência da missão marcou a vida de cada um profundamente, assim como a vida das comunidades e das famílias visitadas.
A Jovem Gabriele Santolin, 16, de Erechim (RS), disse que não conhecia o MST, mas que tinha alguma simpatia por conta de seu envolvimento com a PJ, porém, em contra partida, havia muito receio por causa das notícias veiculadas pela imprensa brasileira. “A mídia só revela a parte ruim do movimento”, disse. “A história deles mudou a minha visão de mundo, a interpretação da realidade, a perspectiva mudou, completou”. A pjoteira prosseguiu dizendo que “para fazer julgamento é necessário conhecimento. A luta deles é incrível!”.
A assessora da Pastoral da Juventude de Marabá (PA), Edna David, foi fazer missão no Hospital do Câncer . “O que me impressionou demais foi a atenção dos cuidadores, o carinho a empatia” disse ela lembrando que já havia enfrentado a doença junto de familiares. Edna contou ainda que sentiu-se muito ansiosa ao saber que faria missão no hospital. “Ao visitarmos os quartos conhecemos uma senhora que sofria em agonia. Fizemos o possível para acalmá-la. Em contra partida, em outro quarto havia um senhor de 78 anos que havia sofrido uma cirurgia para a retirada de um câncer que voltou, mas ele estava firme, lutando pela vida, este testemunho nos deu outra perspectiva de vida, a despedida foi emocionante”.
Ao ser perguntada sobre o que mais lhe chamou a atenção, Edna respondeu que foi o desapego de um paciente. “ Ele estava sozinho em seu quarto, ao contrário dos demais pacientes, não havia nenhum familiar acompanhando, e ao o indagarmos, ele nos disse que queria poupar a sua família de todo aquele sofrimento, por isso não permitiu que ficassem com ele”.
Já as jovens Fernanda Sousa Ferreira, 19, de Manaus (AM), e Mariane Nepomuceno, 18, de Brasília (DF), foram visitar a Casa de Nazaré, uma Comunidade Terapêutica que atende somente mulheres dependentes de substâncias psicoativas. Mariane disse que não conhecia o tipo de atendimento prestado por uma comunidade terapêutica. “Eu pensava que era um lugar cheio de pessoas, não pensava que era tão acolhedor. Parecia realmente uma casa”. Fernanda disse que já conhecia a Fazenda da Esperança de Manaus. “Eu fazia visitas lá, mas não eram freqüentes. Eu já conhecia o tamanho da necessidade.
Segundo Mariane, percebe-se muito bem que a falta de uma vida regrada foi uma forte tendência que acabou fazendo com que as pessoas que lá se encontravam necessitassem daquele atendimento, mas “a disciplina da casa é muito grande, o que é necessário para que possam se reabilitar”. Fernanda ainda lembra que o lugar bíblico do ENPJ é o nome da casa. “Encontramos na Casa de Nazaré a esperança, a esperança de reabilitação das pessoas que lá estavam”. Ela completa dizendo que “o vínculo com a Igreja é essencial, pois quem precisa do atendimento das comunidades terapêuticas já não consegue mais sonhar, e fica também o exemplo de perseverança, de garra, e este testemunho é essencial pra quem faz pastoral na periferia”. “Essa experiência chama a atenção para a necessidade de se dar apoio as pessoas que enfrentam o problema da dependência química, disse Mariane”.
Os testemunhos revelam que este 10º ENPJ mudou a vida de todos, seja na sua atuação pastoral, seja no entendimento do mundo, para a vida toda.
Equipe de Comunicação do 10º ENPJ
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