Diálogos sobre o teológico feminino e a Celebração Ecumênica envolvem pejoteiros no Encontro Nacional

Por Kelton Pinho e Vitória Correia

As delegações do 12º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ) participaram da Leitura Orante da Bíblia (LOB) e dos diálogos à beira do poço, nesta quarta-feira, 10, na Universidade Federal do Acre (Ufac). A programação contou ainda com a Celebração Ecumênica, com a presença de representantes de cinco religiões no Teatro Universitário.

Delgados reunidos durante Leitura Orante da Bíblia (Foto: Priscila Cristina).

Delgados reunidos durante Leitura Orante da Bíblia (Foto: Phamela Conde).

A metodologia do dia foi o eixo Julgar. Os delegados estiveram divididos em grupos para a leitura do capítulo quatro de João, que fala sobre o encontro da samaritana com Jesus em busca da fonte de água viva. Em seguida, os jovens partilharam e relacionaram a iluminação bíblica com as realidades dos grupos de base.

Segundo a delegada Andrea Silva, do Regional Nordeste 5, da diocese de Pinheiro, no Maranhão, o momento foi oportuno para refletir sobre o tema e conversar sobre o que os jovens estão buscando. “Essa experiência de diálogo mais próximo um com o outro foi muito bom, porque conseguimos nos conhecer, ver a realidade de muitas bases, que por muitas vezes não sabemos o que está acontecendo, mas que nós, enquanto juventude, podemos fazer algo em prol da mudança”, destacou.

Durante a tarde, a juventude participou de dois diálogos à beira do poço. O primeiro era intitulado como “Leitura popular e feminista da Bíblia” e o segundo sobre “A presença da Mulher na Igreja da Amazônia”. O momento foi conduzido por mulheres de diversos regionais do país. Joyce Elayne, representa o Regional Nordeste 1, da Arquidiocese de Fortaleza, no Ceará, participou como convidada no primeiro diálogo. Segundo ela, o debate sobre a temática é algo necessário na Pastoral da Juventude.

“A leitura feminina também é importante porque vemos mulheres da PJ que reivindicam a participação, o debate sobre as questões de gênero e feminista. É algo que precisamos avançar para que possamos construir a civilização do amor, amando as mulheres, respeitando suas vidas, suas histórias”, contou.

O feminino é tema de diálogo a beira do poço (Foto: Virna Martins).

O feminino é tema de diálogo a beira do poço (Foto: Virna Martins).

A delegada Gabrielly Vieira, representante do Regional Norte 1, da Diocese de Roraima, participou do segundo diálogo sobre “A presença da Mulher na Igreja da Amazônia” e comentou sobre o tema promovido no quarto dia de ENPJ.  “Nós vivemos em uma sociedade onde convivemos com o machismo diariamente, então quando convivemos com algo que não é bom, temos que conversar para melhorar. Temos que sempre avançar e não regredir”, disse.

Rocheli Koralewski, da Diocese de Erechim, pertencente ao Regional Sul 3, já se preparava antes do Encontro, lendo alguns livros para os diálogos sobre a temática do feminino e avaliou como positivo os assuntos expostos à beira do poço. “Estando dentro da Igreja, não é tão fácil pautar a questão das mulheres, do feminino, do machismo e de toda opressão que as mulheres sofrem.  É bonito ver que a Pastoral da Juventude está aqui, falando sobre isso”, afirmou.

Celebração Ecumênica

Os delegados participaram à noite da Celebração Ecumênica no Teatro Universitário da Ufac, que contou com a participação da secretária geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), pastora Romi Bencke. Representantes católicos, evangélicos, umbandistas, daimistas e a Federação Espírita também estavam presentes.

Religiosos participam de Celebração Ecumênica (Foto: Christopher Douglas).

Religiosos participam de Celebração Ecumênica (Foto: Christopher Douglas).

Partindo do trecho bíblico de João: “Dai-me de beber” (Jo, 4,7), a Celebração Ecumênica mostrou as diferenças socioculturais e respeito mútuo, assim como Jesus e a samaritana. Segundo a pastora Romi Bencke, do Conic, o momento foi fundamental para refletir sobre a importância do Encontro e da convivência na diversidade. “Descobrimos que tanto Jesus como a samaritana se transformam nessa experiência do encontro. Não houve em momento nenhum, nem da parte de Jesus, nem da samaritana, o desejo de converter o outro, mas eles se respeitaram nas suas diferenças”, ressaltou.

“O mundo que estamos vivendo está marcado pelo egoísmo e pela intolerância. Certamente o desenvolvimento de uma consciência que nos leve o amor ao próximo, nos aproxima de Jesus. Nada mais próximo disso do que o espírito do ecumenismo, de respeito às outras formas e manifestações religiosas de adorar nosso Deus criador”, afirmou Hildo Montysuma, da doutrina do Daime, pertencente a Casa de Jesus Fonte de Luz.

A programação desta quinta-feira, 11, será de vivência local em alguns pontos turísticos de Rio Branco. A noite acontecerá a Romaria dos Mártires, da Praça da Revolução até a Praça da Juventude, no bairro Cidade Nova.

 

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