Sobre o processo eleitoral do CONJUVE – Carta à PJ no Brasil

Saída da Conjuve - imagem

Aos grupos de jovens, coordenações, assessoria e militância da Pastoral da Juventude pelo Brasil

 

“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz.”

(Eclesiastes, 3, 1-8).

 

A gente sabe que a história da Pastoral da Juventude – PJ e de cada um dos milhares de grupos de jovens pelo país afora se cruza com a história da luta por direitos e políticas públicas de juventude no Brasil. Foi uma das várias maneiras que a gente encontrou, nas últimas décadas, de concretizar a fé e ser sinal da Civilização do Amor na construção da sociedade (Tiago 2, 18), somando com outros grupos e organizações juvenis em todos os níveis, desde o nacional até as realidades locais. Sabemos que este processo e testemunho não é uma construção fácil: ele é cheio de contradições, dificuldades, críticas, e uma aparente demora com a urgência que a situação concreta da vida do povo exige. Ele tem uma metodologia própria, exige tempo, e nem sempre tem respostas imediatas. No entanto, dentro das dimensões da Formação Integral e dos processos de educação na fé, participar do Conselho Nacional de Juventude e das Conferências de Juventude, ao longo de pouco mais de uma década, tornou-se central na experiência da dimensão sócio-política-comunitária-ecológica e do processo de conscientização para todos/as jovens de grupos que participaram destes espaços nas cidades, no meio rural, e nas representações regionais, estaduais e nacional

 

A carta que segue é direcionada a todos os grupos de jovens, coordenações, assessorias e militantes da Pastoral da Juventude pelo Brasil sobre a saída da Pastoral da Juventude do Conselho Nacional de Juventude, após mais de 12 anos, e a não-participação no processo eleitoral desfigurado pelo Governo Temer. Essa decisão foi tomada após muita reflexão na coordenação nacional, em consonância com sua história e reflexão feita na Ampliada Nacional em janeiro/2017, além de somar com diversas outras entidades de luta. A CNPJ o faz, amparada na reflexão e discernimento evangélicos, em coerência com sua história de luta e dialogando também com todas aquelas e todos aqueles que contribuíram como conselheiras e conselheiros neste espaço.

 

Acesse a carta na íntegra aqui: https://goo.gl/d6pzhV

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