A identidade cultural presente no 12º ENPJ

Kelton Pinho e Vitória Correia

A cultura acreana será um marco durante o 12º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ) em janeiro, na capital do Acre, Rio Branco. Terra de seringueiros, ribeirinhos e indígenas, o Acre preserva suas raízes através da união de seus povos, e estes estarão presentes nos aspectos culturais e místicos do ENPJ.

É nesse contexto que as equipes de trabalho, Ambientação, Missão, Mística e Liturgia estão trabalhando em sintonia, de forma com que o Encontro aborde os elementos da cultura local do Estado, fazendo com que toda juventude pejoteira do Brasil se sinta dentro da mística proposta pelo tema do 12º ENPJ, “Txai: da seiva da vida, a Festa do Bem Viver”.

Durante a Festa dos Povos, em Rio Branco,  a ambientação retratou a cultura dos povos tradicionais do Acre (Foto: Phamela Conde).

Durante a Festa dos Povos, em Rio Branco,
a ambientação retratou a cultura dos povos tradicionais do Acre (Foto: Phamela Conde).

Segundo a referencial local da Ambientação, Inayra Saturnino, a equipe trabalha em conjunto com as equipes de Metodologia e Mística. O trabalho da Ambientação é buscar elementos visuais para cada momento. “Um spoiler que eu posso dar é que o Encontro está sendo construído na proposta do feminino. Então a mulher acreana está sendo representada em muitos momentos, isso está nítido até no cartaz, que traz a Índia como protagonista”, afirmou a referencial.

O jovem Lorhan Nobre, referencial local da equipe de Mística do Encontro, explica que tudo está sendo planejado para que os jovens se sintam próximo da cultura local. “A equipe está trabalhando a cultura a partir dessa mística do ‘Txai’ e o ‘Bem viver’, trazendo um pouco dos elementos do povo Huni Kuin. Nas celebrações e ofícios vamos trazer elementos da nossa própria terra, para mostrar o nosso chão”, ressaltou Lorhan.

A equipe de Missão também será fundamental na construção dessa identidade cultural. O referencial da equipe é Christyan Borges, segundo ele, a cultura abordada no contexto do ENPJ será mais uma forma que o Brasil conheça e reconheça o Acre. “Buscaremos oferecer uma programação que aborde a história indígena, a vivência dos seringueiros e do povo acreano como um todo. Teremos um roteiro de visitação de alguns lugares históricos como o Palácio Rio Branco, Biblioteca da Floresta, Casa do Índio, Parque Chico Mendes, entre outros”, contou.

Para o Encontro Nacional da PJ em Rio Branco estão inscritos mais de 500 jovens de todos os regionais do Brasil. Várias culturas deste país de dimensões continentais irão comungar da diversidade cultural presente no Acre e de sua relação com tríplice fronteira.

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